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Tomás, Júlia, Ensaio sobre o Imaginário Marítimo dos Portugueses”, Editora: CECS - Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, Braga, Portugal
Sérgio, António (1976),
As navegações e a cultura. O Humanismo Científico Português na Época dos Descobrimentos, Breve Interpretação da História de Portugal, Lisboa: Livraria Sá da Costa Editora, p.84-93
(Excertos)
Sá, Victor de (1977), Repensar Portugal, Reflexões sobre o colonialismo e a descolonização, Lisboa: Livros Horizonte.
Excertos
Os escravos foram uma das grandes atrações para o comércio marítimo, desde que em 1411 chegaram á metrópole os primeiros escravos negros trazidos por Nuno Tristão. Presa "cobrada - no dizer de Zurara - em tão breve tempo e com tão pouco trabaho", as atenções passaram a concentrar-se cada vez mais neste negócio, que veio a perdurar legalmente até finais do século passado.
A escravatura era conhecida no território português desde os tempos pré-romanos. Com a fundação da nacionalidade e as necessidades de povoamento, os servos tinham passado, porém, à condição de colonos adscritos à propriedade. Eram os servos da gleba.
Agora, com a chegada dos primeiros escravos negros, estes passaram a empregar-se sobretudo nos trabalhos agrícolas e nos serviços domésticos, numa escravatura ainda do tipo patriarcal. Mas logo se iniciou também a sua exportação para vários países da Europa, simultaneamente para Espanha e Itália. Com a cultura intensiva do açúcar, que entre nós se iniciou com a colonização da Madeira, os escravos negros passaram a ser mercadoria muito procurada por ser a mão-de-obra mais adequada e mais barata para a cultura da cana.
(...)
As guerras tribais foram estimuladas neste contexto.
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