VITORINO DE MAGALHÃES GODINHO

 

Este ano, 2018, celebra-se o centenário de um dos maiores historiadores portugueses, Vitorino Magalhães Godinho (1918-2011). Discípulo de Marc Bloch e Lucien Febvre, foi um dos fundadores das Ciências Sociais em Portugal. Republicano convicto foi um opositor ao regime salazarista, razão pela qual foi afastado da cátedra universitária por duas vezes.

Durante um breve período, após o 25 de abril, foi ministro da Educação, cargo a que renunciou, por considerar que não tinha reunido as condições políticas e financeiras necessárias para a execução do seu projeto para uma educação renovada em Portugal. Dessa fase resultou um livro, um “balanço”, “A Educação num Portugal em Mudança”, e onde, através de entrevistas e de textos seus, se concretiza um relato pormenorizado dessa experiência.

São dele estas palavras que ainda hoje subscrevemos: “Democratizar a escola é forjar um ensino de qualidade ao dispor de todos e ao serviço da coletividade, bem como da realização da personalidade de cada qual”  

 

 

 

O Prémio Camões 2014 é o brasileiro Alberto da Costa e Silva


                                 

                                      

Poeta e historiador foi distinguido por unanimidade com o prémio mais importante da criação literária em língua portuguesa. O escritor Mia Couto, o último premiado, diz que o brasileiro faz o trabalho de resgatar a memória de África "com arte e elegância". 

 


A obra de Sophia de Mello Breyner Andresen merece particular na cultura portuguesa. O mar foi um dos temas mais presentes em toda a sua obra, razão mais do que suficiente para homenageá-la aqui no marenostrum


"O corpo da escritora Sophia de Mello Breyner Andresen, que é trasladado no dia 2 de Julho para o Panteão Nacional, ficará na sala em que se encontram o general Humberto Delgado e o escritor Aquilino Ribeiro.

A directora do Panteão Nacional, Isabel de Melo, disse à Lusa que o programa da trasladação está a ser definido pela respectiva comissão de trabalho com a família da poetisa, cujo corpo "ficará numa arca tumular na mesma sala onde estão o general Humberto Delgado e o escritor Aquilino Ribeiro".

A 2 de Julho completam-se precisamente dez anos sobre a morte da autora de, entre outras obras, O Cristo Cigano, Coral e O Búzio de Cós.

Contactada pela Lusa, uma fonte parlamentar ligada ao processo da trasladação do corpo da poetisa afirmou que "os detalhes do programa estão ainda a ser estudados com a família".

O percurso sairá do Cemitério de Carnide, em Lisboa, em direcção ao Panteão Nacional, e incluirá a passagem pela Capela do Rato, onde será celebrada uma missa, e pela Assembleia da República.

No Panteão Nacional, está previsto uma actuação da Companhia Nacional de Bailado e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos e José Manuel dos Santos, director cultural da Fundação EDP e amigo da família da escritora, usará da palavra na cerimónia.

Em Fevereiro último, a Assembleia da República aprovou por unanimidade a concessão de honras de Panteão Nacional à poetisa e a criação de um grupo de trabalho para determinar a data e o programa da trasladação.

Na resolução aprovada, os deputados afirmaram que a trasladação é uma forma de homenagear "a escritora universal, a mulher digna, a cidadã corajosa, a portuguesa insigne" e evocar "o seu exemplo de fidelidade aos valores da liberdade e da justiça".

Sustentando a decisão da trasladação, os deputados afirmaram que para Sophia de Mello Breyner Andresen "a intervenção política fez-se sempre por imperativos morais e poéticos".

A escritora foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, durante a ditadura, e após o 25 de Abril de 1974 foi eleita deputada à Assembleia Constituinte nas listas do PS.

Sophia de Mello Breyner Andresen foi condecorada em 1981 com o grau de Grã Oficial da Ordem de Sant'Iago e Espada, em 1987, com a Grã Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e, no ano seguinte, com a Grã Cruz da Ordem de Sant'Iago e Espada.

O Prémio Rainha Sofia de Espanha, em 2003, foi o último galardão que recebeu em vida, de uma lista de 12, iniciada em 1964, quando recebeu o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores pelo livro Canto sexto.

Em 1977, O nome das coisas vale-lhe o Prémio Teixeira de Pascoaes e, em 1984, a Associação Internacional de Críticos Literários entregou-lhe o Prémio da Crítica pela totalidade da obra. Em 1992, voltou a ser premiada pela totalidade da obra, desta feita, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian para Crianças.

A autora escreveu para livros o público infanto-juvenil, entre outros, A menina do mar (1958), A Fada Oriana (1958), A noite de Natal (1959) e O Cavaleiro da Dinamarca (1964).

Em 1999 recebeu o Prémio Camões. Na altura, na cerimónia de entrega, o Presidente da República Jorge Sampaio salientou a "beleza tão alta e exacta" que fez da sua obra, considerando-a "uma das criações em que nos revemos e de que nos orgulhamos".

Daniel Rocha, "Público", 18/06/2014


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