Histórias que me contaste tu

Estes textos foram escritos por meninos e meninas da Escola E.B.2,3 Monsenhor Elísio Araújo no ano letivo de 2008/2009, Disciplina de Língua Portuguesa.

Se também quiseres escreve uma e mostra-a à tua professora de Língua Portuguesa.

 

O NAUFRÁGIO
    Esta história aconteceu há muito tempo, em pleno mar das Caraíbas, entre um rapaz chamado Rui e uma rapariga chamada Lúcia. Ambos viajavam com os seus pais no navio Saint-Anne. O navio zarpara de Lisboa num dia de Outono, quente e dourado com destino ao Brasil.
    Durante a viagem levantou-se uma enorme ventania que desviou o navio da sua rota. Começou a chover muito e a trovejar. O mar ficou muito violento, as ondas embatiam contra o navio cobrindo-o  de espuma. Todos os passageiros estavam muito amedrontados.
    De repente o navio começou a afundar. Todos, apavorados, jogaram-se ao mar. Rui e Lúcia como eram bons nadadores, nadaram muito até encontrarem uma porção de terra. Estavam numa ilha, sozinhos, tristes e desamparados, pois não sabiam onde estavam os seus pais. Foi nesta ilha que nasceu entre eles uma grande amizade. Rui que era mais velho tentava ajudar Lúcia, conversando com ela, procurando alimentos e abrigo para a noite.
    Felizmente encontraram algumas bananeiras selvagens que davam uns frutos muito pequeninos, mas que devoraram porque estavam cheios de fome e, assim, se alimentaram durante longos dias.
    Sempre passeavam pela ilha para tentar encontrarem alguém que os ajudasse. Num desses passeios encontraram um velho cofre ferrugento com uma chave ao lado. Curiosos,  abriram o cofre e ficaram contentes pois dentro do cofre havia muitas moedas antigas de ouro.
    No outro dia, já refeitos da grande surpresa ouviram um ruído que vinha do céu... era um helicóptero. Começaram a balançar os braços, até que do helicóptero alguém os avistou e desceu. Rui e Lúcia entraram para o helicóptero que os levou para perto de seus pais.
    Num belo dia de sol, Lúcia estava em casa a ver televisão e, de repente, toca a campainha de sua casa. A sua mãe foi atender:
 -   Quem é?
-    É o Rui, lembra-se?
Lúcia que ouviu, gritou logo:
-    É aquele meu amigo do naufrágio? Deixe-me falar com ele.
Sua mãe mandou-o entrar. Rui entrou e ficou surpreendido com Lúcia, pois
já se tinham passado dois anos e Lúcia estava muito linda.
-    Então Lúcia, tive saudades de ti por isso vim convidar-te para ires ao
cinema comigo.
Lúcia perguntou à mãe se podia ir. A mãe deixou. Então, Lúcia foi
arrumar- se.
Neste dia nasceu um grande amor…

José Lucas, nº 11, 5º C


O Vampiro
    Era uma vez um menino que vivia numa aldeia e era Verão.
    O menino saiu para dar uma volta na aldeia e ele viu uma menina.
    Num certo dia ele foi dar uma volta e a mesma menina viu. A menina tinha tropeçado numa pedra e caiu. Ele foi lá e ajudou-a e disse-lhe:
 -   Estás bem?
       -   Sim!
        -   Não te aleijaste?
        -  Só um bocado.
        O menino tornou a dizer-lhe:
        -   Podemos qualquer dia ir dar uma volta?
        -   Sim. Pode ser amanhã.
        Então o menino disse:
         -   Até amanhã.
         No outro dia o menino arranjou-se para sair com a menina.
         Eles encontram-se e foram ao cinema.
         Viram muitas cenas engraçadas mas houve uma que foi a melhor de todas.
          Um vampiro saiu da tela e mordeu as pessoas que estavam na sala de cinema.
         O menino e a menina ficaram assustados e fugiram de mãos dadas. Sempre a correr apanharam um autocarro e não sabiam para onde iam.
           Nunca mais foram encontrados.
          
Emanuel Vivas Araújo, nº 8, 5º E

 

O PATO E O PINTAINHO

    Era uma vez um pintainho que passeava na floresta num dia de sol. Finalmente tinha chegado a Primavera e as árvores da floresta estavam verdes e começavam a florir.
    O pintainho enquanto passeava pela floresta viu um pato gigante.
      -    Cuidado, eu sou pequenino!
      O pato olhou e viu um pintainho muito pequenino.
          -   Oh! És tão pequeno!
      -    Não me vais comer, pois não?
      -    Não, claro que não. Aliás, tu és muito pequeno para a minha pança.
        Enquanto conversavam foram-se tornando grandes amigos.
 E os dias foram passando.
     Certa manhã o pintainho lembrou-se que aquele era um dia muito especial mas não sabia porquê. Consultou a sua agenda:
     -  Ah! Aqui está! É o pato que faz anos! O que hei-de comprar? Já sei. Como ele gosta muito de ler vou oferecer-lhe um livro.
         O pato fez uma festa para festejar o seu aniversário. O pintainho quando chegou entregou-lhe o presente. Disse o pato:
     -  Oh, um livro! E era mesmo este livro que eu queria.
     E assim eles tornaram-se amigos inseparáveis.

Daniela Sofia Pereira da Costa, nº 6, 5º E.
 

A ALGA E O PEIXE

Era uma vez um peixe de rio. Ninguém gostava dele e ele não tinha amigos. Nadava, nadava muito para encontrar amigos.
Um dia resolveu ir para o mar onde todos pareciam ser muito simpáticos. Mas não eram todos simpáticos, só havia uma alga simpática e divertida. O peixe e a alga davam-se bem e conversavam muito.
      -   Peixe porque não tinhas amigos no rio?
      -   Onde eu vivia não gostavam de mim porque eu era diferente.
       Um dia foram passear e viram um carro de compras cheio de alimentos.
      -  O que é aquilo alguinha?
      -   Não sei. Parece um carro de supermercado.
       -   Que vamos fazer?
       -  Vamos telefonar para a televisão e contamos que vimos algo de muito estranho. Um carro de supermercado no mar não é coisa que aconteça todos os dias. Não achas?
  

Flávia, 5º D
 


A FADA
    A Cátia disse para a sua amiga:
      -   Tenho um grande desejo. Gostava de ser fada mas sei que isso não é possível!
        -   Pois, concordo contigo!
     Certa manhã a Cátia acordou e tudo estava diferente. O seu sonho concretizara-se.
      Contou aos seus pais que não acreditaram e disseram que ela tinha sonhado. E então tudo voltou à normalidade.
    Mas por vezes ainda acontecia algumas coisas esquisitas. Por exemplo o seu telefone tocava quando estava alguém em perigo, quando as crianças da pré discutiam por causa de um brinquedo...
    Pelas 23h a Cátia passeava pela praia porque as fadas gostam de passear à noite.
    Observou então um caracol a falar com outro e achou muito estranho porque os caracóis não falam
    -   É muito estranho os animais falarem – disse-lhes ela.
          -  E quem te disse que nós somos caracóis?
    - Então não são caracóis?
     -   Porque fazes tantas perguntas estúpidas?
     Uma vez a Cátia viu um disco voador aterrando no seu jardim. De lá saíram muitos E.Ts, vermelhos e roxos. Apanhou um grande susto.
     Durante muito tempo viveu assim, mas pouco a pouco deixou de ser fada, mas continua ainda a viver com a sua família e é feliz.


Catarina, 5º D


EU E A KITTY


    Eu chamo-me Alexandra, vivo em Braga, num apartamento. O prédio é branco e tem muitas varandas e janelas. Tenho cabelo curto, liso e castanho, olhos azuis e adoro animais, principalmente gatos.
    Um dia, domingo, era o último dia de férias do Verão, eu estava sentada no sofá vendo televisão, um filme de aventuras, divertido e eu ria-me muito.
    Tendo eu deixado a porta aberta, entra súbita e matreiramente no apartamento, uma linda gatinha de pêlo amarelo com risquinhas brancas e grandes olhos cinzentos. Silenciosamente senta-se ao meu lado no sofá. Eu como estava muito atenta ao que acontecia no ecrã da televisão não dei por nada.
    Passado algum tempo começo a ficar com sono e decido deitar-me no sofá. Lentamente inclino-me para o lado para pousar a cabeça na almofada suave e fofa quando deparo-me com a linda gatinha, adormecida.
    Mal lhe toco e ela acorda e muito rápida diz-me:
 - Porque é que me acordaste?
       -  Ahhh...! Tu falas? Como podem os animais falar perguntei eu.
             -   Falo sim , de onde venho todos os animais falam e não têm dono. Lá nem existem
pessoas.
-    Antes de mais nada, tens nome? – perguntei eu.
-    Chamo-me Kitty e tu?
-    Eu chamo-me Alexandra. Queres ser minha amiga?
-    Sim , quero! – exclamou Kitty, entusiasmada.
-    E queres contar-me de onde vens?
-    Sim e também posso levar-te lá se quiseres.
-    Vamos então! – disse eu, muito satisfeita.
-    Primeiro vou contar-te como é. Na minha terra existem deliciosos frutos, flores
maravilhosas e extraordinárias florestas e bosques. Há uma linda praia onde passeiam animais exóticos. Cada um vive numa casa diferente.
-    Cada qual no seu habitat ! – comentei eu.
-    Gostarias de visitar agora o meu lugar? – perguntou Kitty.
-    Oh! Desculpa mas não posso. O tempo foi passando sem que eu me apercebesse e está
prestes a escurecer.
-    Na tua terra escurece? Na minha é sempre dia. E que tal amanhã? – perguntou Kitty.
-    Amanhã começam as aulas.
-    Então eu virei visitar-te.
-    Está bem! – concordei eu.
-    Até amanhã Kitty!
-    Até amanhã Alexandra.
No dia seguinte ela veio visitar-me e estivemos a conversar durante a noite, e assim
foram-se sucedendo os dias até ao Natal.
    Nas férias fui então visitar a minha amiga. A sua terra era esplêndida e nada era como ela tinha descrito. Era muito  mais bonito.
    Convidei-a para visitar o meu bairro no dia de Natal. As ruas estavam todas iluminadas e as montras cheias de brinquedos. Passámos por uma livraria e ofereci-lhe um livro.
    Ela adorou o Natal no bairro. Despedimo-nos e nunca mais a voltei a ver.
     Alexandra, 5º D